É incrível, mas a maioria
das pessoas compete com seu companheiro em vez de amá-lo. E pelos motivos mais
variados:
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Para saber quem
ganha mais.
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Para ver quem
cuida mais da família.
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Para saber quem é
mais carinhoso.
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Para mostrar quem
é mais dedicado.
A lista parece infinita,
sem contar também o rol de defeitos para provar que o outro é pior:
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“Sua família não
presta” ( ou seja, “minha família é muito melhor que a sua”).
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“Você nunca está
presente quando seu filho precisa de você” (ou seja, “se não fosse eu, essa
criança não teria carinho nenhum!”).
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“Você não é
carinhoso!” (ou seja, ”já percebeu que só eu sou capaz de colocar romance nessa
relação?”).
A confusão é total. Para
que serve essa mania de competir com a pessoa que amamos? Qual o prêmio dessa
competição?
Nas disputas, há sempre
uma mesma questão oculta: a desvalorização da capacidade do outro.
Quando competimos,
perdemos de vista nossos objetivos, como o caso do homem que fica criticando a
mulher por ela não ser tão boa quando sua mãe na conzinha, esquecendo-se de que
ele a escolheu para viverem juntos, em harmonia, e não para abrirem um
restaurante.
É a mulher que reclama que
o marido não sabe equilibrar vida pessoal e profissional, esquecendo-se de que
ela sabia perfeitamente que ele trabalhava doze horas por dia quando namoravam.
É óbvio que o amor não
consegue fluir nos relacionamentos em que existe competição. A verdade é que
não existe o sentimento amor. Nessas situações, a palavra amor é usada somente
como uma arma para neutralizar, irritar e manipular o outro.
Só que esse falso amor
acaba obstruindo a vida do casal, criando mais problemas e impedimos o amor
verdadeiro de crescer.
As pessoas que vivem
competindo no amor na realidade não aprenderam a resolver as dificuldades do
relacionamento de uma forma cooperativa, em que os dois se valorizam e, unidos,
superam determinados problema.
Essas pessoas não
aprenderam a valorizar seu companheiro,
não aprenderam a valorizar o carinho do parceiro com o a família...
Elas se sentem ameaçadas
pelas virtudes do parceiro e desejam viver com alguém que admirem, mas, ao
mesmo tempo, não conseguem admirar o outro, pois isso implicaria reconhecer as
próprias dificuldades.
A competição estimula
sentimentos de inveja, vingança, ressentimento e mágoa, diferentemente de
cooperação, em que prevalecem o companheirismo, a camaradagem e a cumplicidade.