segunda-feira, 21 de julho de 2014

4- FAÇO TUDO POR ESSA RELAÇÃO, E VOCÊ... NADA!


É incrível, mas a maioria das pessoas compete com seu companheiro em vez de amá-lo. E pelos motivos mais variados:

·         Para saber quem ganha mais.
·         Para ver quem cuida mais da família.
·         Para saber quem é mais carinhoso.
·         Para mostrar quem é mais dedicado.

A lista parece infinita, sem contar também o rol de defeitos para provar que o outro é pior:

·         “Sua família não presta” ( ou seja, “minha família é muito melhor que a sua”).
·         “Você nunca está presente quando seu filho precisa de você” (ou seja, “se não fosse eu, essa criança não teria carinho nenhum!”). 
·         “Você não é carinhoso!” (ou seja, ”já percebeu que só eu sou capaz de colocar romance nessa relação?”).

A confusão é total. Para que serve essa mania de competir com a pessoa que amamos? Qual o prêmio dessa competição?
Nas disputas, há sempre uma mesma questão oculta: a desvalorização da capacidade do outro.
Quando competimos, perdemos de vista nossos objetivos, como o caso do homem que fica criticando a mulher por ela não ser tão boa quando sua mãe na conzinha, esquecendo-se de que ele a escolheu para viverem juntos, em harmonia, e não para abrirem um restaurante.
É a mulher que reclama que o marido não sabe equilibrar vida pessoal e profissional, esquecendo-se de que ela sabia perfeitamente que ele trabalhava doze horas por dia quando namoravam.
É óbvio que o amor não consegue fluir nos relacionamentos em que existe competição. A verdade é que não existe o sentimento amor. Nessas situações, a palavra amor é usada somente como uma arma para neutralizar, irritar e manipular o outro.
Só que esse falso amor acaba obstruindo a vida do casal, criando mais problemas e impedimos o amor verdadeiro de crescer.
As pessoas que vivem competindo no amor na realidade não aprenderam a resolver as dificuldades do relacionamento de uma forma cooperativa, em que os dois se valorizam e, unidos, superam determinados problema.
Essas pessoas não aprenderam a valorizar  seu companheiro, não aprenderam a valorizar o carinho do parceiro com  o a família...
Elas se sentem ameaçadas pelas virtudes do parceiro e desejam viver com alguém que admirem, mas, ao mesmo tempo, não conseguem admirar o outro, pois isso implicaria reconhecer as próprias dificuldades.
A competição estimula sentimentos de inveja, vingança, ressentimento e mágoa, diferentemente de cooperação, em que prevalecem o companheirismo, a camaradagem e a cumplicidade.